A arrebatadora empatia causada pelo novo Coringa filme do Batman conseguiu superar, em menos de um mês, o que o primeiro Homem-Aranha levou, sei lá, uns dois meses (ou mais) pra atingir. É evidente que a comoção em torno da morte do Ledger, a curiosidade para ver sua última atuação e algumas ações estratégicas de marketing estão contribuindo para o excepcional desempenho do filme nas salas de cinema mundo afora.
Para quem só conhecia Heath Ledger por “Brokeback Mountain”, como eu (me processem), todo esse murmurinho em torno da obra soa ridicularmente estranho. Fica difícil entender os reais motivos de tanta empolgação. De uma hora pra outra, gente que sequer conhecia a saga de Bruce Wayne passou a venerá-la, em grande parte, graças às facetas tragicômicas do novo Coringa. Muitos esquecem, por exemplo, do também brilhante Jack Nicholson e sua memorável performance no filme de 1989 dirigido por Tim Burton e não hesitam em classificar o Coringa de Ledger como o “melhor de todos os tempos”.
Bom, mas não é isso que eu quero mostrar, exatamente. Só quero dar um exemplo da [psytrance]frequência em que opera a mente[/psytrance] de alguém que olha para o cartaz de “Brokeback Mountain” e sofre interferência dessa gama de manifestações pró-Coringa que pode ser facilmente vista por aí…

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